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 Tag ‘Fernando Solera’
16/04/2011  ·  Categoria: Homenagem

Como parte das comemorações do Dia Mundial da Voz – 16 de abril – nossa homenagem aos profissionais que fizeram das transmissões de futebol “uma paixão nacional”.

Osmar Santos, Flávio Araújo, Raul Tabajara, Peirão de Castro, Pedro Luiz,  Edson Leite, Silvio Luiz, Walter Abrahão, Waldir Amaral, Ary Barroso, Fiori Gigliotti, Geraldo José de Almeida, Fernando Solera e Oduvaldo Cozzi.

*Fontes: Nicola Lauletta, Milton Neves, Silvio Luiz, Museu da Televisão Brasileira e Rádio da Verdade.

Osmar Aparecido dos Santos, ou Osmar Santos como o conhecemos estabeleceu uma fronteira na narração esportiva no rádio brasileiro. Depois dele, todos queriam ser Osmar Santos, inimitável em suas frases, seus comentários inteligentes, sua criatividade, sua voz.

Sem dúvida alguma, sem medo de se correr riscos, pode-se afirmar que Osmar Santos foi um dos melhores narradores esportivos do rádio brasileiro. Infelizmente um acidente de automóvel o incapacitou para a narração esportiva, pois tirou dele um dos seus dons mais especiais,sua voz. Nunca é demais repetir. Depois de Osmar Santos, a narração esportiva nunca mais foi a mesma e outro igual, com todo o respeito a todos os narradores deste país, vai demorar. É isso aí “garotinho”. “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”

Flávio Araújo nasceu em Presidente Prudente, interior de São Paulo, em 1934. Locutor esportivo e jornalista, iniciou sua carreira em rádio na sua cidade natal, em 1950. Em 57, transferiu-se para a Rádio Bandeirantes de São Paulo onde ficou até 1981. Depois, passou pela Rádio Gazeta de São Paulo como superintendente de esportes, cumprindo uma jornada de trinta anos de atividades. Como comentarista esportivo, militou até 2002 na Rádio Central de Campinas.Aqui você ouve, na voz de Flávio Araújo, a narração do milésimo gol de Pelé.

Raul Tabajara, está ligado ao início da televisão no Brasil. Logo no começo da TV Record, ele ao lado de Geraldo José de Almeida apresentavam um programa que foi precursor das mesas redondas esportivas de hoje. Quem está na casa dos 60 anos, lembra muito bem das narrações das tardes de domingo quando a Record transmitia os jogos do Santos. Faleceu em um 18 de abril de 1978. Há 33 anos atrás.

Peirão de Castro, um santista louco por futebol dono de uma voz marcante que quem conheceu e ouviu, basta fechar os olhos por alguns segundos e se lembrará dela. Começou no rádio em Santos e veio para São Paulo onde passou a trabalhar em televisão. Atuou em várias  emissoras: TV Excelsior, Bandeirantes e Gazeta, onde permanceceu muito tempo. De 1960 a 1970 atuou ao lado de Milton Peruzzi na famosa Mesa Redonda que mais poderia ser chamada de “Mesa Quente” porque era um debate esportivo prá lá de acalorado e por isso mesmo tinha uma enorme audiência. Faleceu em 1989 em Santos, sua cidade natal.

Pedro Luiz estava lá, ao lado de Edson Leite na Suécia, em 1958, ambos na Rádio Bandeirantes na época, formavam a dupla dos melhores narradores esportivos, considerados  mestres na arte. Passou pelas mais importantes emissoras de rádio de São Paulo, foi considerado o mais perfeito narrador de todos os tempos. Como comentarista esportivo atuou ao final da carreira na Radio e TV Gazeta.

Edson Leite, inesquecível voz que em 1958 transmitia pela Rádio Bandeirantes, desde a Suécia, a nossa primeira Taça do Mundo. Brasil campeão com placar de 5 x 2 em cima dos anfitriões. Este grande narrador esportivo nascido em Bauru, passou por várias emissoras de rádio e televisão na capital paulista. O Brasil teve e tem grandes talentos na narração esportiva. Edson Leite, falecido em 1983, foi uma de suas maiores expressões.

Silvio Luiz,   irreverente, polêmico, mas acima de tudo um grande talento. Também passou por várias emissoras de São Paulo. De voz marcante e versátil, foi ator, apresentador, repórter. Comentarista dos bons, sempre ácido e engraçado, em suas narrações esportivas deixou uma marca com o bordão: “Olho no lance” que se transformou no nome de livro sobre sua vida.

Walter Abrahão é descendente de imigrantes árabes que desde garoto, gostava de esportes, mas principalmente de irradiar esportes. Participava de um jogo de botão, em que jogava e descrevia alegremente as jogadas. Veio para S.Paulo na tentativa de fazer curso superior e com a intenção também, de fazer rádio, pois ele já havia participado da programação da Lins Rádio Clube. O começo foi muito difícil, não só por sua inexperiência, como por ser um ambiente muito restrito. “Quebrou a cara”, como ele diz, mas bateu em várias portas. Tentou rádio Cultura, Piratininga, e várias outras. Por esse tempo já tinha desistido de medicina, sem primeiro sonho, e havia entrado no curso de direito na USP (Universidade de São Paulo). Estava resolvido: faria rádio e Direito. Começou a trabalhar em rádio e posteriormente na televisão Tupi onde fez sucesso criando um estilo novo. Não mais a transmissão-espetáculo, como faziam os locutores esportivos de rádio, mas a descrição mais realista, serena e atenta. Agradou. Viajou pelo mundo todo, várias vezes, como narrador esportivo. Esteve em muitas Copas do Mundo. Uma voz marcante e inesquecível para quem acompanhou sua carreira no rádio e na televisão.

Waldir Amaral, foi um dos pioneiros na transformação das jornadas esportivas do rádio num verdadeiro show. Criou bordões que atravessaram todo o Brasil e tornaram-se referência nacional como “indivíduo competente”, “o relógio marca”, e “tem peixe na rede”. Criou também o apelido “Galinho de Quintino” que acompanha Zico até os dias de hoje. Vindo de Goiânia, foi para o Rio de Janeiro onde trabalhou em várias emissoras de rádio. Faleceu com 71 anos, em 1997.

Ary Barroso, dispensa qualquer comentário e maiores apresentações. Um dos nossos maiores nomes na música, amante da boemia, advogado, também era locutor esportivo. Torcedor confesso do Flamengo, torcia descaradamente a favor do rubro-negro nas transmissões que eram feitas pelo rádio. Quando o Flamengo era atacado, ele dizia mensagens do tipo: “Ih, lá vem os inimigos. Eu não quero nem olhar.”, se recusando claramente a narrar o gol do adversário. Quando o embate era realizado entre equipes que não fossem o Flamengo, sempre que saía um gol, primeiro ele narrava, e depois tocava uma gaita.

Fiori Gigliotti. “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo…”  É provável que as novas gerações não imaginam o que seja isso. Mas ainda dá para se ouvir ecoando pelos campos do mundo essa frase no início das partidas de futebol. Fiori Gigliotti um dos principais narradores esportivos da história do rádio brasileiro, a cada vez que ia falar sobre o tempo de jogo dizia: “O teeeeempo passa” alongando o “e” criando a imagem clara do tempo passando e com isso, aumentava a tensão das torcidas ouvintes. Fiori trabalhou durante 38 anos na Rádio Bandeirantes e lá marcou época. Sempre será um dos grandes ídolos de Milton Neves, que o chamava de “Mestre Fiori”. Fiori faleceu em 2006 em São Paulo.

Geraldo José de Almeida (São Paulo, 12 de março de 1919 — 16 de agosto de 1976) foi um dos mais incríveis narradores esportivos do rádio e da TV. Passou por várias emissoras e esteve com a seleção brasileira em todas as Copas desde 1954 até 1974. Foi marcante sua narração na transmissão da TV Globo na Copa do Mundo de 1970 no México porque uniu seu estilo único de “cantar” as jogadas, à melhor seleção de todos os tempos. A batizada por ele, “Seleção Canarinho do Brasil.” Geraldo José de Almeida, emocionava até em “narração de corrida de tartarugas” por seu estilo vibrante, envolvente ao extremo.

Fernando Solera. Decano do jornalismo esportivo, começou na rádio Difusora em 1957 como repórter de campo. Trabalhou durante 25 anos na Rádio e TV Bandeirantes, como narrador e diretor de Esportes da rede. Em 83, foi narrador da TV Record e desde 89, integra a equipe de comentaristas do departamento de Esportes da Rede Gazeta, atuando também como narrador. O timbre da voz de Fernando Solera é muito especial e não se poderia deixar passar uma homenagem a este grande profissional.

Oduvaldo Cozzi foi um grande locutor esportivo do rádio brasileiro, nas décadas de 40, 50,60. Em 1947, quando a transmissão de futebol vira uma febre, Oduvaldo Cozzi é considerado o melhor. Todos os demais procuram imitá-lo, sem conseguir. Era considerado o locutor lírico, assim chamado por ter uma maneira mais lenta e macia de falar e transmitir as partidas. Os gaúchos consideraram que Oduvaldo revolucionou as estruturas das transmissões esportivas no sul. Ele era capaz de falar por duas horas seguidas, sem dizer bobagens. Dono de um estilo bem diferente para a época, fez enorme sucesso.

 
     
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