Sons, música e movimento. Isso sempre chamou a atenção de Jac Cordeiro desde sua mais tenra idade. O primeiro contato com um “microfone” foi quando, sua irmã ganhou do pai um “gravador e toca-fitas”. Quando o equipamento chegou, logo Jac, com cerca de 5 anos de idade, quis saber como funcionava.
Girando um grande botão prateado para a direita onde se lia: PLAY e outro pequeno e intrigante botão vermelho com a designação: RECORD, Jac falou algumas palavras e em alguns segundos, sua irmã reproduzia o som da sua voz gravado no aparelho. Verdadeira mágica! Estava gravada, pela primeira vez a voz de Jac. Teve certeza que queria ter sua voz ouvida por todos, mas não só a voz. Queria VOZ e MOVIMENTO.
Ingressou na USP em quinto lugar no curso de Artes Cênicas aos 17 anos. Queria ser atriz. Começaram ali os primeiros trabalhos em teatro e TV. Na primeira campanha publicitária que protagonizou na TV como atriz, filmou a ação e colocou sua voz em destaque na assinatura do produto e ali começaram as propostas de trabalho com locução.
São mais de 25 anos de atuação, como atriz, apresentadora em vídeos e eventos corporativos e locutora, dando voz a narrações, textos institucionais, personagens sérios ou divertidos.
Agora é com você Jac.
“Muito estudo, muito treino e muitos trabalhos. A vida nos leva por caminhos desconhecidos e o melhor é saber como administrar essas trajetórias em prol de sua evolução. Meu foco era a atuação em teatro e TV. Ampliei meus horizontes e experimentações através da maternidade. E cresceu a vontade da comunicação. Com som sempre. Ideias em movimento através de palavras, interpretar com a voz. A música da fala, frequência, algo tão longe da concretude do mundo dito material, mas tão poderoso. A voz que transforma, educa, comunica. Tenho interesses multi e interdisciplinares na vida. Voz não é somente um som resultante do ar passando através de pregas vocais. A voz é o melhor RG de uma pessoa. A síntese de seu ser naquele momento e impregnado por toda a sua experiência de vida”
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Guilherme Maciel atua como locutor desde 1985. No princípio, o foco era o rádio. 89 – a Rádio Rock, Cidade FM, Eldorado AM e FM, Band AM e FM, Cultura AM e FM, foram emissoras pelas quais passou, entre outras.
O primeiro trabalho freelancer de destaque foi a locução da campanha de Lula em 1989. Em 1995 abraçou de vez a carreira de locutor publicitário. Com uma atuação bem versátil, vai de locuções de varejo a peças delicadas e intimistas. Atua fortemente no mercado de vídeos institucionais, com trabalhos recentes para empresas como Bradesco, Embrapa, EMTU, Hospital Albert Eisntein, Tresseme, Coca Cola, Kaiser e muitas outras.
Atualmente faz as locuções dos comerciais do Ponto Frio, e é, desde 2001, uma das principais vozes do Cinemax, canal da HBO.
2/05/2012 · Categoria: TV
Pedimos ao ‘Chachá’ José Rubens, consagrado ator e locutor associado do Clube da Voz que contasse aqui a história da ‘Matadora do Sertão’, episódio da série “As Brasileiras” da Rede Globo da qual participa. E ele nos mandou este texto:
“Sertão nordestino. Duas mulheres à porta de uma igrejinha perdida num vilarejo mais perdido ainda. A mais madura se aquieta bordando na porta enquanto espera. A mais nova vai até o confessionário lúgubre e vemos uma mão que sai da janelinha com um envelope. De dentro dele, ela retira uma foto de alguém a quem deve matar. A câmera se aproxima e detalha a foto. De repente vemos que a caça a ser abatida friamente é… Caracas!!! Sou eu!!!????? Este que vos fala. Assim começa o episódio ‘A Matadora do Sertão’ da bem sucedida serie As Brasileiras, um produção conjunta entre a Rede Globo e a Leriby de Daniel Filho . Desta vez a brasileira em questão é a Cleo Pires que faz a matadora sedenta pelo sangue do Chachazinho aqui. O Bruno Gagliasso faz meu sobrinho e guarda costas, e que acaba se apaixonando pela Cléo (quem não se apaixonaria?). Mas acaba levando bala do mesmo jeito, pra aprender que não se baba por uma matadora impunemente (já gostei do roteiro de cara por causa disso). Chiii…Tô contando tudo!!??. Bem na verdade…ele não morre. Só sai um pouco furado de balas. Pouco importa saber o final. O episódio esta divertidíssimo (não vi pronto, é verdade) sob à direção da Tizuka Yamazaki, a quem já admirava desde ‘Gaijin’, seu primeiro e premiado filme,que alias recomendo. Deve ter em alguma locadora bacana. Não nessas bockbusters que só tem mesmices. Nosso encontro foi muito engraçado, cheio de mesuras respeitosas. Da minha parte, por considerá-la uma diretora famosa e premiadíssima. E ela, ao me ver chegando para ensaiar com uma imensa barba e cabelos grisalhos, tratou de me acolher com um carinho, respeito e cuidados que caberiam bem a um ator octogenário (tô longe dos 80, fique claro). E ai começou o ensaio. Coisa rara em televisão. Mas visando tornar as gravações mais ágeis,ou pelo menos com os atores sabendo bem e como irão fazer, deixando o diretor livre para dirigir todo o set no dia de rodar, ensaiamos dois dias. É claro que rapidamente o humor apurado de Tizuka se manifestou quebrando toda barreira formal, permitindo ao elenco inventar e contribuir na realização do programa. O grau de descontração era tanta, que lá pela enésima vez em que passávamos uma cena, eu por brincadeira imitei o nosso ex-presidente Lula. O ensaio parou por uns dez minutos até que todos se recuperassem da falta de fôlego que as gargalhadas provocaram. A Tizuka ria muito e pedia pra eu continuar falando daquele jeito. Eu argumentei que não era uma imitação. Infelizmente eu não conseguiria levar até o final o personagem ‘alulado’, pois não sou um imitador. Alem do que, o personagem era um Coronel nordestino cruel e sem piedade. Nem caberia associar o presidente a ele. Ela contra argumentou dizendo que tudo isso era uma tremenda bobagem. Que associação porra nenhuma ! O coronel simplesmente é rouco e tem a língua presa. Coincidência ,paciência ! Contou na reunião da noite para o Daniel Filho e ele também rolou de rir. Falou que era pra eu fazer a tal voz, pois se tratava de uma comédia. Que fosse para o diabo qualquer escrúpulo. O que é que eu fui inventar pra minha cabeça !!!?? Tive que estudar tudo de novo, na tentativa de quebrar essa pedra. Desconfio que valeu a pena. Cada vez que a Tizuka gritava: ‘Corta!’, vinha uma risada gostosa dos bastidores e dos técnicos no set. Pode ser um sinal que o público também irá curtir. Da minha parte valeu pelo prazer de conhecer a Tizuka, reencontrar a Cléo e o Bruno (ela fez minha filha e ele, o noivo dela em Ciranda de Pedra) e voltar a trabalhar com o Daniel Filho, que conheci em ‘O Astro’. Uma gratíssima surpresa. Nunca imaginei uma criatura com tamanha energia, disposição e tesão pelo trabalho como ele. E olha que ele ta longe de ser um menino. Pelo menos na Certidão, pois no espírito é um garoto curioso e criativo. Foi uma injeção de ânimo na minha alma que já pensava em se acomodar num cinqüentenário preguiçoso. O cacete! Eu também quero ficar assim. Fazer mil planos. Que se dane se realizar só um pouquinho deles. Vão ser o suficiente se eu continuar sonhando e sonhando.
Ah… antes que eu me esqueça: As brasileiras passa as quintas lá pelas onze. Se você não tiver nada importante pra fazer…..”
Fábio desde pequeno teve admiração pela TV, música, rádio e pelo microfone.
Aos 6 anos de idade cantava acompanhado de violão e era apaixonado pela ainda nascente televisão brasileira.
E adorava os intervalos comerciais – cuja ordem de aparição costumava memorizar – exibia-se prevendo acertadamente quais seriam os próximos filmes. Ironicamente, tornou-se modelo e ator de muitos filmes publicitários.
Passou pelas FMs Cidade, Joven Pan 2 e Bandeirantes Rock, numa época em que, quem falava sabia das coisas.
Sua voz nos anos 80 invadiu os intervalos com um estilo suave que marcou as campanhas da Turbogas Cofap “o melhor amigo do carro e do dono do carro” , Rider “Dê férias aos seus pés, use Rider” , Coca-Cola, Itaú e, mais recentemente, Café Mellita e Lentes Transitions, entre muitos outros.
Paralelamente, nunca se afastou da música: desde 1981, é o vocal-tecladista da tradicional banda cover Rock Memory, viajando pelo Brasil e sempre se apresentando no Bar Brahma, na mais famosa esquina de S.Paulo. (“Só quando cruzo a Ipiranga com a Av. São João…”)
Já apresentou inúmeros eventos e vídeos empresariais também em Inglês e Espanhol e já ancorou campanhas políticas.
Fundador e atual vice-presidente do Clube da Voz, fez parte de 7 das 9 diretorias desde o início da associação.